Um Tributo ao Amor – de todas as formas

por Gisele Guimarães 

Hoje é um dia especial para toda a humanidade. Numa decisão histórica, a suprema corte dos Estados Unidos legalizou nesta sexta feira 26 de Junho de 2015, a união entre pessoas do mesmo sexo em todos os estados do país. Pronto. Abriu-se a cortina da polêmica sociedade cristã que agasalha a aliança entre os seres héteros para exibir o pano de fundo de preconceito e hipocrisia remanescentes no país. Perfis em arco-íris para todo lado e declarações diversas de apoio ou objeção foram postados nas redes sociais.

O assunto que polemicou a web nos coloca face a face com a realidade de que o mundo mudou e as mudanças que o futuro das sociedades tradicionais previam e tanto temiam serem sinistras ou nefastas está acontecendo agora. Mas nada infortunado ou execrável o quanto receavam. O homossexualismo existe desde a gênese humana e seria inevitável a legalização da união entre homos para não dizer necessária aos olhos dos direitos humanos.

Sem querer aqui levantar bandeira alguma ou advogar contra a união entre homos considero relevante justificá-los como indivíduos que também amam. Partindo da máxima constitucional de que somos todos iguais – e é justo dar à eles o direito de união que possuem, assim como todos.

A decisão é expressiva, considerando que os Estados Unidos são um modelo para todas as nações do Ocidente (e para vários países do oriente também). Ora, negar aos homossexuais o direito de união seria negar-lhes igualmente os benefícios que a principal instituição da sociedade traz e igualmente a paz de espírito que merecem. Não nos cabe julgar o amor. Se o homossexualismo é bíblicamente citado como pecaminoso, nem mesmo o Papa Francisco assim considerou dizendo:

“Se uma pessoa é gay e procura Jesus, e tem boa vontade, quem sou eu para julgá-la? O Catecismo diz que não se deve marginalizar essas pessoas por isso. Elas devem ser integradas à sociedade. O problema não é ter esta tendência. Devemos ser irmãos.” (jornal El Mundo, da Espanha).

“Estaria equivocado dizer que estes homens e mulheres desrespeitam a idéia de casamento…Eles pedem direitos iguais aos olhos da lei.” – Decisão da Suprema Corte do Estados Unidos

A declaração do sumo pontífice faz menção ao Amor como “dom supremo” de entendimento descrito pelo apóstolo Paulo aos coríntios:

” Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver Amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine. 

Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar montes, se não tiver amor, nada serei” –  1 CO 13  

  Amor, amor, amor. Todos com ele sonham. Nele se inspiram os poetas. Muitos por ele sofrem. Realmente não há dom maior e nem mesmo nada de melhor entre os homens. Representado em edificação como uma das sétimas maravilhas do mundo, o Taj Mahal, o mais suntuoso símbolo do amor foi construído por um imperador para guardar e proteger os restos mortais de sua amada. Contra ele ninguém pode, nem as dificuldades da vida e muito menos a dor da morte que o cristaliza. À ele todos os direitos reservados, pois o amor é tudo. Love is all.

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Deus no Controle

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Muitas vezes pensamos que está tudo errado e que nada está saido como queremos. No entanto, importa lembrar que os planos são nossos, mas os caminhos são de Deus-  e muitas vezes ele escolhe para nós um trajeto bem diferente daquele que imaginávamos para que possamos cumprir Nele seus propósitos e não somente os nossos. Experimente colocar seus planos nas mãos Dele e verá que no fim, sempre dará certo, mesmo que para isso tenhamos que saltar uma corrente de fogo ou mergulhar águas profundas.

Todo o meu Sincero e Profundo DESEJO.

Desejo, primeiro, que você ame, e que, amando, também seja amado. E que se não for, seja breve em esquecer. E que, esquecendo, não guarde mágoa.

Desejo também que tenha amigos, ainda que maus e inconsequentes. Que sejam corajosos e fiéis, e que pelo menos num deles você possa confiar sem duvidar.

E porque a vida é assim, desejo ainda que você tenha adversários. Nem muitos, nem poucos, mas na medida exata para que, algumas vezes, você se interpele a respeito de suas próprias certezas.

E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo, para que você não se sinta demasiado seguro.

Desejo, depois, que você seja útil, mas não insubstituível. E que nos maus momentos, quando não restar mais nada, essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.

Desejo, ainda, que você seja tolerante, não com os que erram pouco, porque isso é fácil, mas com os que erram muito e irremediavelmente, e que fazendo bom uso dessa tolerância, você sirva de exemplo aos outros.

Desejo que você, sendo jovem, não amadureça depressa demais, e que, sendo maduro, não insista em rejuvenescer, e que, sendo velho, não se entregue ao desespero.

Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor, e é preciso deixar que aconteçam no tempo certo.

Desejo, por sinal, que você seja triste, não o ano todo, mas apenas um dia. E que nesse dia descubra que o riso diário é bom, o riso habitual é insosso e o riso constante é insano.

Desejo que você descubra, com a máxima urgência, acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos e infelizes, e que estão à sua volta.

Desejo, ainda, que você afague um gato, alimente um cuco e ouça o João-de-barro erguer triunfante o seu canto matinal porque, assim, você se sentirá bem por pouca coisa.

Desejo também que você plante uma semente, por mais minúscula que seja, e acompanhe o seu crescimento, para que saiba de quantas muitas vidas é feita uma árvore.

Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro, porque é preciso ser prático. E que pelo menos uma vez por ano coloque um pouco dele na sua frente e diga: Isso é meu, só para que fique bem claro quem é o dono de quem.
Desejo também que nenhum de seus afetos morra, por ele e por você, mas que, se morrer, você possa chorar sem se lamentar e sofrer sem se culpar.

Desejo, por fim, que você, sendo homem, tenha uma boa mulher, e que sendo mulher, tenha um bom homem e que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes, e quando estiverem exaustos e sorridentes, ainda haja amor para recomeçar.

A Escadaria Celestial de Robert Plant

Outro dia estava vendo um vídeo da última homenagem que fizeram à banda inglesa Led Zeppelin, no Kennedy Center Opera House, New York, em 2012. Achei incrível e gostaria de dividir com vocês as sensações que tive ao ver o vídeo. Descobri, à princípio, que não basta saber inglês para entender a música Stairway to Heaven (Uma escadaria para o céu), por ser complexa demais.  Eu, euzinha mesmo, que sou fluente em Inglês e que já tinha escutado a música um milhão de vezes – mas sabe quando você curte uma música em que a melodia é tão legal que você nem presta muita atenção na letra? Pois é! Só que naquele dia eu achei o vídeo tão lindo, que ao ver toda a emoção de Robert Plant eu comecei a ficar curiosa ao ver aquelas lágrimas. Quais seriam os verdadeiros motivos  delas? Nostalgia? Emoção? Sensação de conquistas? Ou seria de perdas ? Acho que tudo isso junto.

Eu pesquisei a respeito da letra. Descobri que ela é fruto da consciência espiritual deles, Robert Plant e Jimmy Page,  que a compuseram em 1970- 1971, período que Jimmy morou em Boleskine e era dono de uma livraria especializada em ocultismo. O nome da livraria era ” The Equinox Booksellers and Publishers”. Apesar de nunca terem entrado para a ordem Templi Orientis,  suas idéias e sensações espirituais foram descritas na música Stairway to Heaven. Basicamente, ela reflete a perspectiva  de que nós seres humanos devemos fazer o bem, desenvolvermos nosso espírito e ao longo da jornada alcançaremos as dádivas divinas merecidas subindo uma escadaria celestial que nos leva aos céus.

Particularmente,  eu não sabia que ele era tão iluminado. Mais tarde falarei um pouco mais sobre a letra aqui.

Anexei o vídeo a este post para apreciação de todos. Assistam e tirem suas conclusões!

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Um abraço a todos!

Gisele

No Equilíbrio das Palavras

E Deus disse: Que haja luz. E houve luz.” (Gen. 1.3)

Desde o princípio Deus quis nos mostrar o poder que as palavras têm em nossas vidas criando a partir da verbalização. Mas sem querer conduzir o assunto a uma filosofia teológica barata, acredito mesmo que por menos religioso que um indivíduo possa ser já deve ter percebido que falar demais faz mal demais. Qualquer um já sofreu por isso. E falar de menos pode ser perigoso por fechar portas no âmbito interpessoal. O ideal é equilibrar com sabedoria as palavras, com beleza, confiança e ternura, que nunca são demais. Porque com certeza, o que externamos ao mundo mexe com nós mesmos e com todos ao nosso redor.

Há os que dizem que o que declaramos faz-se ser conhecido aos anjos do bem e do mal. Talvez. Sei que o universo não conspira ao nosso favor. Ele conspira a favor daquilo que desejamos com força e proferimos com fé, seja tanto o bem quanto o mal. Tenho visto tantas pessoas já maduras e que ainda não aprenderam a se equilibrar verbalmente. Falam tudo o que pensam sem pensar se irão se arrepender depois. Falam dos outros, como se a vida do outro fosse mais importante do que a sua própria. Ora, poupe-nos. Preocupe-se com seus próprios intestinos. Esqueça o outro. Tudo bem, perdoar os que falam demais é nobre. Mas no momento térmico das declarações inúteis, fere-se o outro. Porque palavras machucam. E as pessoas vão se esquecer de quase tudo. De momentos vividos, dos presentes que demos e possivelmente de quase tudo o que fizemos por elas. Mas nunca se esquecerão de como as fizemos sentir um dia.

No vai e vem desta ciranda louca que é a vida, no carrossel das emoções de palavras despejadas ao vento, de qualquer maneira, fria, quente, louca ou feroz, mais vale a pena quando as temperamos com a sabedoria dos profetas. Vivemos a buscar um momento único em que podemos mudar tudo com uma palavra. E como tudo muda! Já parou pra pensar um simples Sim ou um Não em frente ao altar, quanta diferença faz? Uma palavra só. CULPADO. INOCENTE. E um juiz muda tudo. Toda uma vida ou VIDAS. Mas não são só os juízes que podem mudar tudo. Nós podemos mudar tudo. E aquela palavra doce e amorosa que se deixou de dizer NAQUELE MOMENTO, sabe-se lá porque, por timidez, vergonha, insegurança ou orgulho. O último, o que mata. Fato é que passou O MOMENTO. E agora não dá pra voltar atrás no que se foi dito. Já se magoou, já se perdeu, já sangrou. Mas vá, volte lá, tente. Porque há palavras que podem mudar muita coisa. Podem fazer muita diferença. PERDÃO. EU ERREI. EU TE AMO. Essas últimas, as do verdadeiro EQUILIBRISTA.

Por Gisele Guimarães

Forgiveness, the road to Prosperity

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The etymology of the word forgiveness according to the American Dictionary of The English Language of Noah Webster’s, 1828, is to give from; the term in Latin would be remitto, which means, send back; by the Gothic word fra – which turned into from. The relation between the noun forgiveness and the verb to give is beautiful, because when you forgive you certainly give many good things to yourself and also to the other: inner peace, freedom, and a wonderful deep sensation of weightlessness come to us.

 Jesus is God, and as being God, He came to this word to give us the chance of being rescued from the darkness and having the eternal life – by knowing the meaning of His love through faith.  For this, the word forgiveness represents among many things, to rebirth, considering the fact that resentment hold on to people’s feelings of anger, disappointment, and too much pain.  These feelings can be likened to a kind of death – as if there was death on both sides; death to the offender, however, to spare for the offended the horror of being filled with bitterness, lack of peace and anxiety. Whereas, when people forgive, they create a new world for them – an environment of peace, love and that’s what we call renaissance. Relief and peace come; afterwards, we can see changing in our lives. This is renewal. All the ministry of Jesus Christ was based on the act of love and forgiveness – which are the most significant of His principles. In Luke 6: 37-38, He said: “Forgive and you will be forgiven. Give, and it will be given to you (…) for with the measure you use, it will be measured to you. It means, as Jesus said, when we give, we receive. It is not an act without effect or response.   What we plant today we will harvest tomorrow and it’s by setting free that we get freedom.

Technically, we can easily understand the word forgiveness with an  opening heart to the ministry of Christ,  although the practice of forgiving has been neglected by most of people, simply by the mere fact that we are human beings – and when somebody hurts us, we suffer psychological torments, not only consciously, but also unconsciously. These psychological torments need to be healed, however, the person who was offended need to understand that setting his aggressor free through forgiveness brings to himself freedom from all bad feelings and troubles he once experimented in life.

There are methods to forgive. First of all, the offended must to recognize that these feelings are inside him, and understand that all sorrow he feels is very bad for him as well. These feelings are such powerful that may sometimes cause severe or even lethal diseases.

 What happens is that many times people think that if they forgive they will be called fool, or permissive. They don’t forgive by fear of being hurt again. Obviously, this is not the case.  It’s important the victim talk with the offender about what he has done. Saying his feelings, part of the resentment is thrown out. This is a good start and also an outflow. If it’s not possible to face the aggressor, a letter is also a good way. It has been proved that people understand better reading then speaking, because there isn’t anything to bother the moment of the conversation. There is only a paper in someone’s hand and feelings in the form of written words.

 After all the feelings have been confessed to the person who has offended you, now it’s time to tell to the offender you forgive him – even if you don’t feel it. Then, say God a prayer in which you forgive him. When we say something, we show the universe our will and the weight of bitterness gradually fades away, remaining all the fullness of peace, because wonderful blessings of God come over our lives – blessings through the act of forgiveness.

Therefore, I can say that forgiveness is an express command of God and the manifestation of all His principles, also one of the most important acts of love – love for oneself and others. Forgiveness means being reborn, reaping what has been sown, setting free and being truly happy.

Gisele Guimarães